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Terapia Cognitiva-Comportamental aplicada em Jovens com Misofonia

postado em 19 de jun de 2017 19:42 por Alexandre Mota   [ atualizado em 22 de out de 2017 21:24 por Grupo de Trabalho AVBM ]



    Em um Registro de Casos Clínicos realizados por Joseph F. McGuire, MA, Departamento de Psicologia, Universidade do Sul da Flórida, são apresentados o tratamento de 2 jovens que preencheram os critérios propostos para misofonia.


Terapia Cognitiva-Comportamental

Trecho do Mapa Mental da Misofonia by Alexandre Mota 


    Nos dois casos, uma menina Hispânica de 11 - Lilly -  e uma jovem Caucasiana de 17 anos - Ariel -  não possuíam outras doenças psiquiátricas associadas e ambas com gatilhos semelhantes, sendo que Lilly tinha aversão a conversas em Espanhol. As duas apresentaram dificuldades na escola e entre familiares, principalmente devido a comportamentos explosivos na presença de gatilhos.

 

    O tratamento utilizado foi a Terapia cognitivo-comportamental que, nos casos relatados, enfatizou-se que o objetivo do tratamento era permitir que os pacientes tolerassem os gatilhos sem se envolverem em comportamentos agressivos ou mesmo, os evitassem.

Na sessão seguinte, foi estabelecida uma hierarquia de gatilhos, seguida por exposições graduais, repetitivas e prolongadas com prevenção de resposta nas sessões subsequentes. Através de exposições repetidas, as jovens se habituaram ao sofrimento associado ao que gerava os gatilhos (mastigação por exemplo) e aprenderam que comportamentos de fuga, agressivos e / ou distrações não eram necessários para reduzir o sofrimento.

 

    Conforme relatado no registro: “Após o tratamento, Ariel experimentou uma grande redução nos sintomas da misofonia. Embora ainda tenha sofrido alguns sintomas, Ariel afirmou que possuía as ferramentas para gerenciar ambientes desafiadores e tomou medidas para retornar a um ambiente escolar. Lilly e sua mãe também relataram uma redução acentuada nos sintomas da misofonia após o tratamento. A mãe de Lilly afirmou que os sintomas de Lilly já não perturbavam a convivência com a família.”

 

    Os autores do relato ressaltam que embora essas descobertas sejam promissoras, são necessárias mais pesquisas para replicar esses resultados, ampliando o alcance da terapia.

 

    Para acesso ao texto completo em Inglês do Registro de Caso Clínico, acesse o site da Journal of Clinical Psychiatry em:

    http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n05/v76n0504.aspx



    Para mais informações sobre Terapia Cognitivo-Comportamental, acesse o site da News Medical em:

    http://www.news-medical.net/health/What-is-Cognitive-Behavioral-Therapy-(CBT)-(Portuguese).aspx


     No Brasil há a Federação Brasileira de Terapias Cognitivas onde pode-se buscar mais informações, incluindo uma busca de terapeutas.

Alexandre Mota